quinta-feira, 16 de maio de 2013

Terapia Ocupacional: SINAIS DE ALERTA para encaminhar uma criança

10 Sinais visíveis na sala de aula, que sugerem que um estudante pode beneficiar de Terapia Ocupacional

O trabalho de um professor pode tornar-se muito agitado ao tentar ajudar cada criança com os seus próprios desafios específicos. Um terapeuta ocupacional (TO) pode ser um excelente recurso e complemento para ajudar os alunos a superar desafios na sala de aula. Aqui estão algumas dicas para ajudar o professor a identificar se uma criança pode beneficiar de uma avaliação e tratamento em Terapia Ocupacional. (Isto não é de forma alguma uma lista completa de comportamentos ou desafios na sala de aula que um TO pode ajudar.)

10 Sinais que podem indicar que uma criança precisa de Terapia Ocupacional:
1. A criança é um espectador ou observador no parque infantil e raramente tenta o equipamento de forma independente.
2. A criança tem má postura quando sentada numa cadeira e durante situações de estar sentada sem suporte, como por exemplo, durante o tempo de círculo a criança é observada a rolar ou a movimentar-se muito no chão.
3. A criança tem dificuldade em andar em linha (ex: fila para a casa de banho) ou estar perto de outras crianças (ex: recreio). Parece ficar irritada com toque de outras pessoas, mas muitas vezes toca ela nas coisas.
4. A criança escolhe frequentemente o mesmo jogo ou atividade familiar e evita aprender novas actividades motoras ou jogos.
5. A criança evita atividades de motricidade fina. Tem dificuldade em manipular objetos pequenos, utilizar tesouras, demonstra uma preensão anormal do lápis, ou as suas mãos cansam-se facilmente durante as tarefas de motricidade fina. Ao escrever, pode pressionar o papel com demasiada força ou leveza.
6. A criança parece ter mais dificuldade do que seus colegas a vestir o casaco, calçar e atar os sapatos e abotoar a roupa.
7. A criança tem dificuldade em montar quebra-cabeças/ puzzles ou encontrar um objeto específico na sala de aula.
8. A criança, frequentemente, corre de encontro às coisas na sala de aula, cai no chão ou choca propositadamente com objectos e pessoas.
9. A criança tem mais problemas do que seus pares a escrever no caderno, manter a mesa e pastas organizadas e terminar as tarefas a tempo.
10. A criança corre riscos excessivos e frequentemente demonstra pouca consciência de segurança.

Se viu qualquer um destes comportamentos ou características nas crianças que conhece, o dia-a-dia dela pode ser mais difícil de passar do que para outras crianças, e isso irá afetar o seu sucesso na escola. Ajude essas crianças, procurando um terapeuta ocupacional com técnicas e estratégias para melhorar o seu sucesso académico e desempenho diário geral. É importante notar que muitas crianças apresentam os comportamentos acima e podem ou não necessitar de intervenção da Terapia Ocupacional (TO), portanto, é importante consultar um Terapeuta Ocupacional.

by Anne Schmidt on May 21, 2012
http://nspt4kids.com/therapy/10-signs-in-the-classroom-suggesting-a-student-may-benefit-from-occupational-therapy/

quinta-feira, 9 de maio de 2013

A Formiga Juju e o sapo Karibu

Decorreu ontem, dia 8 de Maio, na Escola Primária Completa Ntwananu, no Bairro Costa do Sol em Maputo, o lançamento do Conto Infantil: A formiga Juju e o sapo Karibu.
Contámos ainda com a presença de alunos e professores da Escola Especial nº 1 de Maputo.
O conto é da autoria de Cristiana Pereira, Ilustração de Walter Zand, design de Mia Temporário, revisão pedagógica de Suzana Duarte e Língua de Sinais com o Professor Nehemia do CREI da Macia.
Este é um livro inspirado nas crianças do CREI que conta com o apoio da DSF, entre outros parceiros.
Um dia cheio de emoções fortes que vale a pena partilhar!!!!
visão parcial da plateia na Escola Primária Completa Ntwananu

Os meninos aprendem Língua de Sinais

As crianças ficam curiosas e divertidas com os gestos!

A emoção de ver a Juju a chegar!

Cristiana Pereira recebe a Juju

Cristiana, Juju e Karibu ensinam o gesto de "formiga"!

A equipa criadora com a Juju e o Karibu

A DSF transportou o BiblioTshova da Juju


capoeira

actividades de consciência ambiental

actividades sensoriais

com amor!

" O Karibu falava com as mãos,
porque tinha nascido sem voz.
Mas pensava, sentia e ouvia
como qualquer um de nós."

em "A formiga Juju e o sapo Karibu"

Carla Ladeira

Hoje é Dia da Europa

 
 Retirado de: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=511747625552367&set=a.146361278757672.28496.119266731467127&type=1&theater


Este é um texto multimodal acompanhado por símbolos do Sistema SPC, seguindo uma perspectiva de comunicação aumentativa.
O Centro de Recursos da Educação Inclusiva da Macia também dispõe deste Programa em Software Comunicar com Símbolos, que permite criar materiais pedagógicos adaptados ao nível de compreensão de cada aluno, em grelhas impressas ou em grelhas a usar no ecran com saída de voz.
Este recurso foi adquirido no âmbito do projecto de Educação Inclusiva em curso, com financiamento da Comissão Europeia.
Bem haja!!!

Comuniquem muito, comuniquem bem!!

Carla Ladeira


segunda-feira, 6 de maio de 2013


é com grande emoção que partilho convosco o lançamento do Livro "A formiga Juju e o sapo Karibu". Este é o segundo livro do Movimento da Formiga Juju, inspirado nas crianças do CREI da Macia, de quem temos o grande orgulho de ser parceiros.
Encontrem em anexo o convite para a 1ª apresentação em Maputo, estando a 2ª apresentação reservada para o dia 18 de Maio, Dia da Educação Inclusiva, no CREI da Macia.
"O Karibu falava com as mãos,
porque tinha nascido sem voz.
Mas pensava, sentia e ouvia
como qualquer um de nós."
em: A Formiga Juju e o sapo Karibu, um conto de Cristiana Pereira, ilustrado por Walter Zand.

O vídeo conta com a comunicação do Professor Nehemia, que prestou uma colaboração fantástica a este trabalho!
Boas leituras
carla ladeira

O sapo Karibu está a chegar....

Um momento único, de despertares e entendimentos. Conhecer o outro, conhecer a nós e a multiplicidadede formas de nos comunicarmos, com amor e vontade!
Bem vindo Karibu!!!
Ansiamos pela tua mensagem de humildade, criatividade, amor e partilha!

Por Carla Ladeira

quinta-feira, 25 de abril de 2013

INCLUDiT – Conferência Internacional para a Inclusão – a decorrer no Instituto Politécnico de Leiria, nos dias 5 e 6 de julho de 2013.


Benefícios da TERAPIA OCUPACIONAL NO AUTISMO



A terapia ocupacional pode beneficiar a pessoa autista ajudando a desenvolver a qualidade de vida da mesma como indivíduo.

O objectivo é introduzir, desenvolver e manter habilidades que permitam ao indivíduo participar o mais independentemente possível nas actividades da vida diária que este considera significativas.

Desenvolver a aprendizagem com as habilidades motora fina, habilidades de interacção, habilidades de auto-cuidado e a socialização são os pontos alvos que devem ser atingidos.

Com os métodos da terapia ocupacional, a pessoa com autismo pode ser ajudada tanto em casa como na escola, onde lhe são ensinadas actividades como vestir, alimentar-se, ir ao quarto de banho adequadamente e arranjar-se.

É também auxiliada no desenvolvimento da coordenação motora grossa e fina e na coordenação visual, necessária para se aprender a ler e fazer actividades manuais.


É, no entanto, fundamental valorizar uma abordagem centrada na família e com um plano de intervenção o mais holístico e multidisciplinar possível.

Daí a importância das equipas multiprofissionais, comoe sta que está criada no CREI da Macia.

Por Carla Ladeira

O autismo segundo o DSM IV




Os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGDs), os quais incluem o autismo, têm sido
definidos como uma síndrome, envolvendo comprometimento severo e invasivo em três áreas do desenvolvimento: habilidades de interação social recíproca, habilidades de comunicação, e presença de comportamentos, interesses e atividades estereotipadas (DSM-IV-TR, 2002).
Nessa classificação estão incluídas cinco categorias diagnósticas:
Transtorno Autista,
o Transtorno de Rett,
Transtorno Desintegrativo da Infância,
Transtorno de Asperger e
Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra Especificação,
sendo o autismo o transtorno prototípico desta categoria.

O comprometimento da interação social é caracterizado por alterações qualitativas das interações sociais recíprocas. Podem-se observar dificuldades na espontaneidade, imitação e jogos sociais, bem como uma inabilidade em desenvolver amizade com companheiros da mesma idade; comprometimento acentuado no uso de comportamentos verbais e nãoverbais,
além da falta de reciprocidade social e emocional.
(Assumpção Jr., 1997; Bosa, 2002; Tanguay, 2000, Rutter & cols., 1996).
Quanto ao comprometimento das modalidades de comunicação, é relatado atraso na aquisição da fala, uso estereotipado e repetitivo da linguagem e uma inabilidade em iniciar e manter uma conversação. Acrescentam-se ainda outras características como a inversão pronominal (falar sobre si na terceira pessoa), a ecolalia imediata e a ecolalia diferida.
 (Assumpção Jr., 1997; Baptista & Bosa, 2002; Rutter & cols., 1996).

O terceiro item da tríade refere-se aos padrões restritos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades. Estes podem ser manifestados através da adesão inflexível a rotinas e rituais específicos, não funcionais, e pela preocupação persistente com partes de objetos, em detrimento do objeto como um todo. Além destes sintomas, observa-se insistência na
mesmice, bem como a manifestação de sofrimento e resistência frente a mudanças (DSM-IV-TR, 2002).

De acordo com o DSM-IV-TR (2002), os sintomas do autismo se fazem presentes antes dos 36 meses de idade. Não existe, em geral, um período de desenvolvimento inequivocamente normal, embora em 20% dos casos os pais não tenham relatado comprometimentos durante os dois primeiros anos de vida da criança.
Esse quadro é associado à deficiência mental em cerca de 75% dos casos, e poucos indivíduos apresentam QI acima de 80 (Facion, Marinho & Rabelo, 2002). É de consenso que a maioria dos casos (mas não todos) que apresenta a tríade em grau severo, mostra os primeiros sintomas logo no início da vida. Portanto, é plausível supor que essas características exerçam um impacto no cotidiano das famílias e nas relações entre seus membros.

 

(DSM-IV-TR, 2002).

O que é Saúde Mental?




Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), saúde mental é “o estado de bem estar, no qual cada individuo tem conhecimento total do seu próprio potencial, consegue lidar com o stress normal da vida, consegue trabalhar produtivamente e com resultados e ser capaz de fazer uma contribuição para a sua comunidade”.