quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
SCML - Base de dados onto-terminológica local para as ciências da saúde e terapias : terapia da fala
SCML - Base de dados onto-terminológica local para as ciências da saúde e terapias : terapia da fala
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Encontro sobre Educação Inclusiva, no âmbito da Plataforma da Deficiência
Aconteceu no passado dia 23, nos escritórios da DSF, um encontro com várias organizações não governamentais e associações de pessoas com deficiência que participam no grupo de interesse da educação inclusiva, com génese na plataforma da deficiência que se começou a reunir em 2011.
Neste encontro a DSF e a Save the Children apresentaram os seus projetos de educação inclusiva e partilharam experiências e reflexões.
Lançaram-se ideias para o futuro e a vontade de fortalecer mecanismos de ação entre todos os participantes foi uma satisfação.
Venham os próximos encontros!
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Elos de amizade e solidariedade
O pessoal da DSF lançou recentemente um apelo aos seus amigos para a recolha de brinquedos para incluir nas comemorações da semana da Pessoa com Deficiência e aproximação da Festa da Família.
É com grande alegria que recebemos uma resposta entusiastica de várias pessoas, tendo sido possível recolher brinquedos para crianças entre os 3 e os 16 anos.
A entrega será realizada no dia 3 de Dezembro em Gaza, nomeadamente no Centro de Reabilitação Infantil de Chókwè (CRI) e em seguida no CRI de Chibuto.
Desde já o nosso emocionado BEM HAJA!!!!
Não se esqueçam de vir espreitar as fotos depois do dia 3 de Dezembro!!!
É com grande alegria que recebemos uma resposta entusiastica de várias pessoas, tendo sido possível recolher brinquedos para crianças entre os 3 e os 16 anos.
A entrega será realizada no dia 3 de Dezembro em Gaza, nomeadamente no Centro de Reabilitação Infantil de Chókwè (CRI) e em seguida no CRI de Chibuto.
Teremos ainda, em colaboração com o nosso parceiro CREI, uma ação de visibilidade sobre o lema do dia 3 de Dezembro:
" Eliminar barreiras para
criar uma sociedade acessível e inclusiva para todos"
Desde já o nosso emocionado BEM HAJA!!!!
Não se esqueçam de vir espreitar as fotos depois do dia 3 de Dezembro!!!
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
“De Corpo e alma”
Foi produzido um documentário intitulado “De Corpo e alma” pela
produtora moçambicana Meetings Lda e realizado por Matthieu Bron. Este filme conta as historias inspiradoras de três
jovens Moçambicanos com deficiências físicas, que enfrentam seus desafios
físicos e emocionais no quotidiano com uma atitude exemplar.
Neste contexto, o Ministério da Mulher e da Acção Social e o Fórum das
Associações Moçambicanas dos Deficientes (FAMOD), em colaboração com os seus
parceiros União Europeia, Fundo das Nações Unidas para a População, Light for
the World, Embaixada da Espanha em Moçambique, Douleurs Sans Frontières (DSF), Power
International e Save the Children, pretendem utilizar o
filme como base de debate sobre a inclusão das pessoas com deficiências em
Moçambique.
O evento terá lugar na quarta-feira 21 de Novembro de
2012 das 9h00 as 14h00, no Auditório da Faculdade de Medicina da
Universidade Eduardo Mondlane, na cidade de Maputo.
Assim, o encontro iniciará com a exibição do filme e seguido do debate sobre os direitos das
pessoas com deficiência, consagrados nos vários instrumentos nacionais e
internacionais, com destaque para:
- Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Educação e Acessibilidade)
- Plano Nacional para a Área da Deficiência concebido para o período 2012 a 2019
O debate será moderado pelo jornalista Tomás Vieira Mário.
Participarão no encontro cerca de 70 pessoas, sendo o
painel principal constituído pelos sectores membros do Conselho Nacional da
Área da Deficiência (6 Ministérios, 2 membros do FAMOD e 1 representante das
Confissões Religiosas) e a platéia composta por representantes dos órgãos do
governo, parlamento, sociedade civil, associações de/para pessoas com
deficiência e parceiros internacionais.
Ao longo de toda a semana irão decorrer exibições do filme em várias salas de cinema em Maputo e Matola.
Contamos convosco!!!
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
MONITORIA E SUPERVISÃO INTEGRADA 2012
Aconteceu no passado mês de Outubro uma monitoria e supervisão integrada
DSF/CREI/DPEC às actividades nas 26 escolas inclusivas do projeto.
Na comunidade
escolar envolvida no projecto deparamo-nos com uma maioria de professores do
sexo feminino, numa proporção de 67 para 33%. Esta proporção inverte-se quase
em espelho quando analisamos a questão de género na chefia, sendo que
encontramos apenas 36% de mulheres em cargos de direção de escola ou direção
pedagógica.
Na amostra de
7 escolas visitadas, foram referidas 39
turmas inclusivas nas classes iniciais, das quais 19 da 1ª classe e 20 da 2ª
classe. Neste conjunto de turmas foram identificadas 102 crianças com
Necessidades educativas especiais (NEEs), por parte dos seus professores, das
quais 49 a frequentar a 1ª classe e 53 a frequentar a 2ªclasse, ocorrendo maior percentagem de casos do género
masculino (57%).
Analisando as
dificuldades apontadas pelos professores das escolas/turmas consultadas,
podemos resumir na seguinte tabela:
Falta mais
formação aos professores
|
Dificuldades
em lidar com os encarregados de educação
|
Dificuldades
em lidar coma s crianças com NEEs
|
Dificuldade
em adaptar provas de avaliação
|
Turmas sobrelotadas
|
Instabilidade
nas colocações do corpo docente
|
Tabela1 – Dificuldades apontadas pelos
professores
Se compararmos estes dados com aqueles recolhidos durante
o 2º módulo de formação em Julho de 2012 encontramos alguns aspectos que se
repetem, nomeadamente os que estão relacionados com:
- Formação
- Lidar com pais
- Adaptar materiais e estratégias
Entendemos assim que podemos
diferenciar estas dificuldades em diferentes níveis e esperar que o projeto
consiga efetivamente intervir para um impacto significativo nos 3 níveis,
nomeadamente através das ações de:
- formação em
grande grupo com os professores;
- observação
de aulas, counselling (aconselhamento)
e estudo de casos nas escolas pelos técnicos dos Gabinetes de Atendimento para
a Inclusão (GAI);
- grupos de
ajuda mútua com pais.
Observamos que em todas as escolas valorizam a
importância de se desenvolver um trabalho consistente com os encarregados de
educação e até ao momento em todas as
escolas foram realizados encontros com eles para sensibilização e/ou anamnese.
Até ao início do próximo ano lectivo serão constituídos os grupos de pais em
cada escola, que serão facilitados por um elemento da equipa dos GAI e pelo
professor de saúde escolar.
Podemos afirmar que estes dados confirmam o diagnóstico
de necessidades que realizamos inicialmente e que apoiou a concepção deste
projecto quando foi delineada uma ação sistémica com diferentes atores e em
diferentes contextos e eixos de intervenção (direta e indireta).
No que diz respeito à descrição dos casos, com base na
utilização e fichas de anamnese, fichas individuais do aluno, avaliações e
observação nas aulas e no recreio, os professores caracterizaram as crianças
com NEEs das suas turmas, de acordo com as seguintes problemáticas:
problema mencionado
|
n
|
audição
|
5
|
visão
|
5
|
fala
|
15
|
comunicação
|
7
|
aprendizagem
|
44
|
comportamento
|
14
|
leitura e escrita
|
43
|
mental
|
10
|
físico motor
|
6
|
memória
|
2
|
atenção/concentração
|
6
|
psicologico
|
21
|
socialização
|
10
|
suporte familiar
|
6
|
Tabela 2 – Lista de
problemáticas
Devemos considerar que esta categorização
não observou um padrão consistente e claro na designação do campo conceptual de
cada problemática. Aparentemente os professores apresentam muitas dificuldades
sobre a compreensão do desenvolvimento da criança, áreas e componentes.
Relativamente aos GAI, em 5 das 7 escolas visitadas já
existe uma sala para o gabinete de atendimento ou foi reabilitada pelo projeto.
Das 2 restantes 1 encontra-se em fase de finalização e a outra estão com
dificuldades em adquirir material local para a sua construção.
Os GAIs necessitam ainda de um kit de material pedagógico que será adquirido até ao início do
próximo ano lectivo. Entretanto foi entregue um dossier a cada escola para
agregar todos os documentos da educação inclusiva, facilitando a organização e
consulta. Iniciou-se também a distribuição do vídeo educativo para as 26
escolas.
Das 7 escolas visitadas em apenas 1 os professores que
participaram nas formações não realizaram uma réplica para o restante corpo
docente da sua escola. De facto este foi um aspeto muito positivo e de
importância realçada pela Sra. Amélia Muchate da DPEC para que os professores
possam sempre replicar a sua formação em
educação inclusiva nas suas escolas e ao nível das ZIPs, nomeadamente
durante as jornadas pedagógicas.
Ao nível das estratégias
pedagógicas aquelas que os professores indicaram ter introduzido nas suas
aulas, após as formações foram:
- simplificação
das tarefas
- aumentar o
tamanho das letras e números apresentados
- planificar
actividades diferentes e agrupar a turma em 4 grupos de trabalho
- colocar o
aluno perto de outro aluno que o possa auxiliar
Em resultado desta monitoria e supervisão evidenciaram-se
algumas recomendações, tais
como:
Tabela 3 - Recomendações
É recomendado elaborar um manual de apoio
com estratégias e dicas concretas para o próximo ano;
|
Continuar a troca de experiências de
educação inclusiva nas jornadas pedagógicas das ZIPs a ao nível interno em
cada escola
|
A escola deve tentar negociar para que os
seus professores não sejam transferidos no final de cada ano, principalmente
durante este projecto
|
A assistência das aulas pelos técnicos dos
GAIs é fundamental
|
Envolver os professores de saúde escolar na
facilitação dos grupos de ajuda mútua com pais, para garantir continuidade e
regularidade nesta ação.
|
Sempre que necessário envolver a acção
social na abordagem a famílais problemáticas e vulneráveis.
|
É recomendável que os professores preparem
casos para discutir nas formações com os colegas
|
Foto1 - GAI em construção com material local
Foto 2 - Sala remodelada para GAI
Foto 3 - Pormenor de livro de uma criança da 2ª classe
Foto 4 - Pormenor de caderno de uma criança da 2ª classe
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Palestra sobre Educação Inclusiva
Decorreu no passado sábado, 6 de Outubro, a 1ª palestra anual organizada pelo CREI sobre a Educação Inclusiva.
O encontro decorreu num dia quente e enriquecido com uma audiência interessada e participativa.
A palestra contou com a participação de 3 oradores que partilharam 3 perspectivas diferentes:
- O papel e funcionamento dos centros de recursos na estratégia da educação inclusiva
- A evolução dos modelos educativos e a contextualização da educação inclusiva em Moçambique
- A perspectiva da 1ª pessoa, na voz de um jovem estudante com deficiência visual
O encontro decorreu num dia quente e enriquecido com uma audiência interessada e participativa.
A palestra contou com a participação de 3 oradores que partilharam 3 perspectivas diferentes:
- O papel e funcionamento dos centros de recursos na estratégia da educação inclusiva
- A evolução dos modelos educativos e a contextualização da educação inclusiva em Moçambique
- A perspectiva da 1ª pessoa, na voz de um jovem estudante com deficiência visual
| Aspecto Geral da audiência |
| Oradores e Representantes do CREI |
| Orador Felisberto, jovem estudante com Deficiência Visual |
| Representante do Departamento de Educação Especial do MINED, Dr. Benjamim Verão |
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